Brasil - 17 de março de 2025
- Professores, estudantes universitários, funcionários públicos, lutam contra as demissões, os cortes orçamentários e contra o plano de privatização da educação...
- Ferroviários e metroviários lutam contra a privatização e a precarização do trabalho...
- Os trabalhadores da construção civil de Fortaleza e de todo o norte estão em greve por salários e contra o alto custo de vida, enquanto dezenas de setores industriais saem para lutar por salários e contra a retirada de conquistas de norte a sul do país...
A classe operária dá batalha...
BASTA DE SUBMETER A CLASSE OPERÁRIA A SEUS ALGOZES
ELES NÃO NOS REPRESENTAM
Para unir as fileiras dos trabalhadores e derrotar o ataque dos patrões e do imperialismo...
DEVEMOS ROMPER A SUBMISSÃO AO
GOVERNO LULA-ALCKMIN
Eles representam os interesses dos patrões escravistas
e das transnacionais imperialistas que saqueiam a nação
A classe operária e os explorados do Brasil estão sofrendo um ataque feroz do imperialismo e dos patrões escravistas que impõe a cada passo este governo de colaboração de classes de Lula-Alckmin. E se até agora não conseguiu responder de forma unificada, é graças à farsa de que "Lutar contra Lula fortalece Bolsonaro e os golpistas", imposto pelas direções colaboracionistas.
O Brasil está à beira da falência. A crise capitalista e a guerra comercial aprofundaram a ofensiva contra a classe operária. O imperialismo não só disputa os mercados, mas também vem cobrar suas dívidas. O Brasil tem uma dívida que chega a mais de 9 trilhões de reais (1,5 trilhão de dólares), o equivalente a quase 80% do PIB.
O imperialismo, em sua guerra comercial, disputa o país e todo o MERCOSUL com ferocidade e, da mesma forma que ontem Lula abriu as veias do Brasil para a pilhagem das empresas transnacionais, principalmente europeias, como Volkswagen, Mercedes Benz, Total, Caterpillar, Bayer etc. Agora ele não hesitará em se render aos ianques e sua ofensiva no quintal latino-americano.
Para isso, está avançando com a reforma do Arcabouço Fiscal, com a qual serão alocados bilhões de dólares dos orçamentos públicos de saúde, educação etc., para pagar as dívidas aos parasitas imperialistas.
Ao mesmo tempo, a Reforma Tributária já foi acordada, votada e apoiada no parlamento pela bancada do PSOL, sob a desculpa de que isso ajudaria o país em sua autonomia tributária. Na realidade, o que se impõe com essa reforma tributária que será desenvolvida de 2026 a 2033, que vem sendo considerada desde o governo FHC na década de 90 e que, finalmente, é aprovada pelo atual governo Lula, é a garantia da redução do chamado "Custo Brasil". Porque se encareceu a produção no país devido ao número de cadeias tributárias que aconteciam durante a produção e a distribuição. Agora eles unificarão toda a cadeia tributária em um Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA). Mas, ao mesmo tempo, isso garante que as transnacionais do agronegócio e as indústrias extrativistas sejam isentas de impostos.
No plano internacional, as Forças Armadas Brasileiras, que assinaram dezenas de pactos e acordos de armamento e inteligência com o Mossad e Israel, forneceram tropas aos ianques e à Inglaterra em suas recentes incursões e ataques ao Iêmen, e ainda temos que aturar o fato de que as direções da esquerda reformista vestem Lula como um defensor da Nação Palestina. Recentemente, junto com o governo da China, eles decidiram apoiar Putin em sua negociação de "paz" com a Ucrânia, onde a nação ucraniana será sangrarada. Embora os traidores queiram escondê-lo, Lula já tem experiência nisso, suas tropas foram as garantes da imposição de uma feroz ocupação militar com estupros, repressão, assassinatos e tortura no Haiti, junto com a ONU e a MINUSTAH.
Toda a farsa de que "lutar contra Lula fortalece Bolsonaro" é totalmente o oposto. A divisão das fileiras dos trabalhadores submetidos ao governo de colaboração de classes de Lula-Alckmin é o que mais fortalece o plano de Bolsonaro e Trump. Porque Lula vem para fazer o trabalho sujo para o imperialismo, ele vem para adormecer a classe operária assentado nas direções traidoras, desferindo golpes muito duros nos explorados, para que Bolsonaro e os bolsonaristas venham para terminar o trabalho.
Lula ataca a classe operária sustentado na burocracia pelega
Os de baixo ameaçam com um novo 2013
No Brasil são mais de 100 milhões de trabalhadores que produzem sob regime de superexploração e com salários de miséria no campo e na cidade. Destes, menos de 10 milhões são sindicalizados, ou seja, a esmagadora maioria dos trabalhadores não tem nenhum direito trabalhista, entram e saem da produção e os patrões impõem jornadas de trabalho análogas à escravidão.
Mas a classe operária sindicalizada não está em melhor situação. O fato é que o custo de vida se torna insuportável. Os patrões escravistas querem aumentar a jornada de trabalho para 6x1, cortam enormemente o PLR, os aumentos salariais não ultrapassam as taxas de inflação e não há uma única semana em que não sejam sofridas centenas de demissões e suspensões. Mesmo nos setores de serviços públicos, como saúde e educação, eles estão sofrendo um enorme ataque com planos de privatização e cortes orçamentários que serão usados para pagar a dívida. No transporte, vemos como o plano de privatização de trens e metrôs está avançando, atacando as condições de trabalho e precarizando os serviços, tornando o transporte insuportável para a classe operária.
O governo Lula-Alckmin é sustentado pela divisão e entrega de todas as lutas dos trabalhadores que não param de se desenvolver de norte a sul do país. Aqui e ali eclodem lutas selvagens por salários, por trabalho, por moradia e por terra. A burocracia pelega, com o ex-presidente da CUT Luiz Marinho como Ministro do Trabalho, abafa os conflitos e os subjuga um a um com a farsa de que "lutar contra Lula fortalece Bolsonaro", ao mesmo tempo em que deixa mais de 90 milhões de trabalhadores fora dos sindicatos. Eles sabem que todos os processos de luta devem ser rapidamente enterrados.
O PSOL no governo, assimilado ao regime burguês, apoiando o plano dos capitalistas
O PSOL tornou-se um partido do regime escravista burguês brasileiro de forma aberta. Ele governa junto com Lula-Alckmin, eles ocupam o Ministério dos Povos Indígenas com Sonia Guajajara, com o representante dos Sem-Teto e testa de ferro de Lula, o stalinista Boulos, sendo seu candidato nas eleições municipais de 2024, com os mandelistas e as correntes da Internacional Progressista lideradas por Sanders que se dedicam a aconselhar o governo sobre como ele deve agir para evitar um levante dos de baixo implorando para que faça concessões.
Todos eles votaram a favor de todas as leis do Parlamento dos escravistas. Votaram a favor da Reforma Tributária que desata as mãos dos fazendeiros e seus pistoleiros para avançar sobre as terras dos camponeses pobres e povos indígenas e impor a exploração feroz de commodities no agronegócio e a pilhagem de minérios e riquezas em toda a Amazônia. Quer dizer, aos "bolsonaristas".
Enquanto isso, como vimos em 1º de Maio, eles realizaram um ato comum com os pelegos e o governo sob o slogan "não à anistia para os golpistas".
O PSOL, em nome do socialismo e da liberdade, subjuga aos seus algozes e amarra as mãos e os pés dos explorados e fecha o caminho para que as lutas em curso desenvolvam um combate como em 2013 contra o governo capacho de Dilma-Temer, hoje contra o próprio Lula e Alckmin. Eles não lutam pela liberdade, são os coveiros da luta pelo socialismo.
A LIT, a UIT e o MRT-PTS e sua "oposição de esquerda ao governo Lula"
Por sua vez, as correntes ex-trotskistas da LIT, da UIT e do MRT (PTS), da CSP-Conlutas, dizem que estão lutando para "organizar a oposição de esquerda ao governo Lula". No entanto, como também vimos no 1º de Maio em São Paulo, fizeram atos de exigência ao governo Lula, que revogue a jornada de trabalho 6x1, que anule a reforma do Arcabouço Fiscal, que pare com a chacina nas favelas e no campo, que faça a reforma agrária... e como se isso não bastasse, eles exigiram que ele rompesse relações políticas e comerciais com Israel. Mas, mesmo assim, esses "oposicionistas" em dezenas de cidades realizaram atos conjuntos com a CUT, a CTB, a FS e o PSOL, ou seja, junto com o governo, como no Rio de Janeiro.
O fato é que, para dizer a verdade, essa política de "Oposição de Esquerda" nada mais faz do que desviar a luta da classe operária para uma política impotente de exigir do governo. Mas em um Brasil quebrado, não há mais espaço para reformas ou para que passem uma mísera esmola como conquista.
Devemos retomar a luta de 2013
As fileiras dos trabalhadores devem estar unidas para derrotar o plano imperialista
É preciso retomar a luta de 2013 contra Dilma-Temer, que expressou à grande maioria da juventude explorada que não era representada pelas centrais sindicais e nem por nenhum partido político do regime, o que enfrentou os planos do imperialismo e desnudou a verdadeira face do governo de colaboração de classes do PT com a burguesia.
Hoje estão reunidas todas as condições para que surja um novo 2013, mas desta vez com a classe operária à frente, que é a única que pode tirar o país da catástrofe. Essa é a forma de evitar que as classes médias arruinadas voltem ao comando do bolsonarismo e para isso a classe operária deve romper a submissão aos seus algozes do governo.
O ataque imperialista só pode ser barrado pela classe operária unindo suas fileiras e liderando a luta de todos os explorados da nação por trabalho, moradia, terra e uma vida digna. Se a luta contra a privatização no transporte de metrôs e ferrovias for unificada, junto com os professores, se a luta dos metalúrgicos e dos trabalhadores da construção civil e da indústria petrolífera no Brasil que estão em luta por salários estiver unida, a luta da classe operária fará tremer mais uma vez os escravistas. Estes poderiam se tornar a ponta de lança de um combate unificado de todos os explorados.
Para isso, a classe operária brasileira tem uma enorme herança de luta que todas as direções traidoras querem enterrar: os Comitês de Fábrica.
Não se pode perder mais um segundo. As correntes da LIT, da UIT e do MRT-PTS, que afirmam lutar pelo socialismo e ser independentes do regime, não podem continuar limitando a classe operária com a tarefa de "organizar a oposição de esquerda ao governo", para que exijam de Lula.
As organizações de vanguarda que se agrupam na CSP-Conlutas e nas oposições na CUT, CTB e outras centrais, têm que colocar todo o seu peso para romper a submissão das organizações de luta ao Estado burguês.
Como ontem com os Comitês de Fábrica que fizeram tremer a ditadura e o imperialismo, a luta unificada pela escala móvel de salários e horas de trabalho deve ser organizada. Pela redução da jornada de trabalho, para conquistar trabalho para todos com um salário de R$ 6.800 para toda a classe operária.
Lutar pela expropriação sem indenização e sob controle operário de qualquer fábrica que feche, suspenda ou demita trabalhadores. Que lute pela renacionalização sem pagamento e sob o controle operário da Vale, Embraer e todas as empresas privatizadas e pela expropriação sem pagamento e sob controle operário de todas as transnacionais imperialistas. Que lute pelo não pagamento da dívida externa e pela ruptura de todos os acordos que amarram a nação à pilhagem imperialista e do FMI.
A LIT que dirige o sindicato metalúrgico onde organiza dezenas de milhares de trabalhadores das montadoras como a GM e da indústria armamentista e aeroespacial como AviBras e Embraer, que dirige os petroleiros do Rio de Janeiro etc., deve colocar todas as suas forças na organização da luta unificada. A UIT, que dirige na indústria química como a Johnson&Johnson e na indústria de alimentos no Vale do Paraíba e tem grande influência em setores do transporte como o metrô, não pode deixar passar mais um segundo para manter separadas as lutas em curso.
Chegou a hora de unir as fileiras dos trabalhadores para derrotar o plano imperialista do governo Lula-Alckmin e todos os escravistas. CHEGA. ELES NÃO NOS REPRESENTAM. QUE RETORNE 2013.
BRASIL SERÁ SOCIALISTA O COLONIA DE WALL STREET
Corresponsal |