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Brasil - 22 de julho de 2026

Uma declaração escandalosa

Dirigentes com 55 anos de militância sempre marcando o passo no mesmo lugar

Em respeito dos métodos stalinistas da direção do MPR do Brasil (ex PSTU-LIT)

 

Carta pública às forças sãs do trotskismo e do marxismo revolucionário internacional

MPR – CIR: Um ataque stalinista sem fundamentações de sua direção à FLTI, para aterrorizar e disciplinar seus dissidentes
São mais do mesmo...

 

Respeito da resolução da direção do MPR do Brasil sobre a “FLTI-Democracia Obrera da Argentina”

A direção do MPR acaba de fazer uma resolução na qual “adverte” seus militantes que rompam toda relação com a FLTI.
Simpatizantes e ex militantes do PSTU, muitos dos quais hoje discutem com o PTS e o PSOL, encaminharam essa resolução horrorizados pelo teor desta nota e dizem que continua a mesma lógica do PSTU, “Nada de debate político”.
Temos em conta que estão formando um movimento e que muitos dos ex militantes do PSTU procuram uma explicação desta crise. Desde já tomamos essa nota que nos enviaram como oficial.
Todos observaram como nós intervimos perante seu chamado ao debate público do programa para construir um novo Partido Revolucionário. E aqui queremos deixar isso claro.

***

Depois destes 9 meses no qual se apresentaram como uma organização que estava aberta para discutir a “Construção de um Partido Revolucionário”, como afirmam em sua resolução, com “organizações que se reivindicam da classe operária e se opõem, não apenas às patronais e aos governos de plantão, mas também ao reformismo e a todo tipo de aliança de classes". Para depois dizer em sua resolução que a FLTI-Democracia Obrera não seria o caso pois: “organizações que se reivindicam da classe operária e se opõem, não apenas às patronais e aos governos de plantão, mas também ao reformismo e a todo tipo de aliança de classes".
Isso é realmente incrível. Os que foram expulsos do PSTU acusados de desleais e inclusive de entristas, acusam nós trotskistas que somos um polo perante tanta crise e estalido do reformismo e da LIT de entrismo? Incrível.
Afirmamos, como o fizermos em todos os momentos que participamos nas atividades, não só do MPR, mas de todas as organizações que chamaram a debates programáticos e da ação perante a vanguarda do Brasil, que nosso partido é a IV Internacional.
Afirmamos que o entrismo o fez durante décadas o revisionismo dentro do nosso partido mundial e assim o levou aos pés do stalinismo, revisando seu programa e seu legado. Nossa lealdade é com a IV Internacional e seu programa, mil vezes negado, revisado e caluniado.

Vocês afirmam que não vamos às massas.
Se ir às massas se referem ao apoio à burocracia traidora da COB e do sindicato mineiro de Huanuni como da Lista Oro, que a LIT apoiou em 2019 e que depois militarizou a mina e pelas mãos do exército e da polícia deixara um saldo de dois operários assassinados. Não, isso não o fizermos e nem o faremos.
Se por ir às massas se referem ao apoio e fazer parte no Chile da Constituinte amanhada sustentada junto com o stalinismo, com a qual tiraram as massas do combate contra Piñera, das barricadas, da Alameda e dos combates da “Praça da dignidade”, não. Isso jamais o fizemos e nem o faremos.
Se por ir às massas se referem ao apoio às candidaturas da burguesia ditas ‘progressistas” como faz a LIT no Peru, na Colômbia, e como fez desde 2002 no Brasil com Lula e os governos do PT com a burguesia, afirmamos-lhes que de nossa parte é um rotundo não. Assim não nos construímos nas massas.

Construímo-nos nas massas, mas não para apoiar no Oriente Médio à burguesia, como fez a LIT na Síria com o ESL e seus generais que entregaram desde dentro todas as cidades libertas pelos partisanos e conquistadas com centenas de milhares de massacrados pelo cão Al Assad. NÃO, essa não é nossa política de construção. Somos nós quem combatemos junto dos milhões de insurrecionados na Síria e no Oriente Médio, regando com nosso sangue o campo de batalha, com nossos camaradas trotskistas que caíram sob as balas do cão Bashar e do açougueiro Putin e que foram enterrados com as bandeiras vermelhas da IV Internacional. Isso sim, assim sim, nos construímos nas massas.

Realmente, nossas profunda diferenças são programáticas. Por que não deixam de discutir em nome do trotskismo? Isso deixaria claro todo o panorama, pois nós construímos sem permitir que ninguém fale em nome do trotskismo sem sê-lo e para destrui-lo. Porque assim levaram à IV Internacional aos pés do STALINISMO e revisaram seu programa que sim passou a prova da história e que nós defendemos.

Não fiquem bravos com os trotskistas. Pelo contrário, reflitam sobre isso para entender este novo estouro que vive a LIT e todo o reformismo como foi na década de 90.
Com sua resolução só procuram impor terror e disciplinar dezenas e dezenas de trotskistas que procuram encontrar uma explicação e saída, desde a teoria e o programa do trotskismo, a vossa crise. Dessa maneira procuram fazer aparecer todo dissidente como entrista da FLTI.
Assim, não fazem mais do que aplicar, agora no CIR e no MPR, o mesmo método que se aplicou contra vocês no congresso da LIT, acusados de serem uma fração secreta para expulsar vocês no primeiro dia do congresso.

No Estado Espanhol uma fração da LIT, do grupo Corriente Roja, rompe e ingressa no PTS. Que responde o PSTU e a LIT? Que eram “Entristas”.

Bom. Isso é tratar vossa militância como ignorantes e “inocentes”, o que az sua resolução mais vergonhosa.
O MPR fez um chamado público ao debate e nós participamos na Plenária de apresentação do seu Manifesto Programático no Sindicato dos Metroviários em dezembro de 2025, nas atividades realizadas durante o último congresso da CSP-Conlutas e nas plenárias abertas de São Paulo. Inclusive isso fica demonstrado porque foi publicado em seus jornais. Participamos em suas reuniões públicas e o fizemos sem nos esconder, nos apresentando abertamente e sem arriar nossas bandeiras.

Aliás, enviamos a vocês no dia 8 de dezembro de 2025, uma carta à direção do MPR dando nossa visão do debate que estava estabelecido depois da plenária de apresentação do Manifesto do MPR do qual participamos, com declarações e jornais editados por nossa corrente. Essa carta foi respondida no dia 8 de dezembro por Narciso, dirigente do MPR da seguinte maneira: “Como vocês fazem parte de uma organização internacional acho que faz mais sentido estabelecer discussões com o CIR. Vou repassar a carta e todo material para direção do Comitê e também do MPR. Depois eu ou algum camarada do CIR entra em contato com você”. Mas, essa questão nunca avançou de vossa parte.

Por isso, é evidente que a resolução da direção do MPR com seus militantes é para evitar todo debate público de cara às massas.

Por isso, voltamos a fazer a mesma proposta que fizemos naquele momento. Uma proposta para um debate leal de cara às massas. Oferecemos a vocês quatro páginas de O Organizador Operário Internacional, nosso periódico internacional, para que expliquem vossa ruptura com a LIT.
Por que não querem debater com a FLTI e fazer efetiva vossa proposta? É concreto, querem debater de cara às massas? Nosso pequeno canal está aberto para fazer isso efetivo.

Isso foi o que propusemos no ano 1988 quando fundamos e sustentamos em mais de uma década nosso partido, o PTS. A verdade é que o que demonstra vossa nota é vossa impotência para desenvolver todo debate com posições trotskistas. Como o fez a maioria da LIT contra vocês, agora recorrem a argumentos metodológicos... isso não é trotskismo. Para o trotskismo, o regime de um partido é a expressão do seu programa. E se discutem de cara às massas o programa que pensam levantar, pois façamos isso.

A resolução para a FLTI é uma retirada que só pretende manter uma nova seita que, se segue esse caminho, será tão impotente como o partido do qual foram monstruosamente expulsos... não repitam essa história. Com a desculpa do entrismo, estão disciplinando aos militantes que procuram a verdade para lutar pelo socialismo.

Nós no Brasil sempre discutimos de cara às massas e suas organizações de luta. Fomos fundadores da CSP-Conlutas, no Congresso do CONAT em Betim-MG, em 2005 junto com mais de 5 grupos do Brasil com os quais tínhamos um Comitê de Enlace.
Por isso durante o processo revolucionário do Magreb e Oriente Médio combatemos ombro com ombro da CSP-Conlutas e inclusive lutamos ali em cada Congresso, Plenária, Reunião etc., para que a central garantisse arrecadar o valor de uma diária de trabalho por cada operário para sustentar o combate revolucionário das massas na Síria e constantemente foi negado e se impediu de forma sectária essa proposta, sabendo que éramos a única corrente na guerra civil das massas nesse país.
Porque sim nos construimos nas massas. Combatemos na greve de 6 meses de Marikana na África do Sul em 2012. Estamos com as massas de Zimbábue e do Sul da África contra os ataques aos imigrantes.
Estamos num comitê de enlace com os marxistas revolucionários da JRCL-RMF do Japão, um partido de vanguarda enraizado nas massas do Pacífico. Que inclusive alertou à CSP-Conlutas em 2010 que romperam relação com Chukaku-Ha que participava como “delegação internacional” neste congresso, na qual informava das atrocidades desta corrente stalinista e seus crimes contra a vanguarda japonesa.
Combatemos com as massas bolivianas onde vocês já não o podem fazer, depois de terem apoiado à burocracia da COB, como também fez a LIT desde a CSP-Conlutas.

Sejamos caros. Um pequeno grupo de 2 militante rompeu há um ano conosco e ingressaram ao PSTU na Argentina. Para nós essa ruptura estava baseada em diferenças políticas e jamais passou por nossas cabeças considerar isso um entrismo nem de acusar disso a nenhum deles. Foram com vocês. De que falam? Como podem tratar vossa militância como gente que é levada pelos narizes?

Se olham nossos materiais públicos que são de dura batalha contra os que consideramos renegados do trotskismo, ainda não temos dado posição pública sobre vocês e as demais rupturas da LIT-QI. Mas saibam que temos muito para dizer. No entanto, esperamos à evolução das correntes que protagonizaram esse processo.
Agora já temos totalmente claro o estalido, as causas teóricas e programáticas e o regime antileninista de vossa corrente. Que tratam as diferenças políticas com calunias para colocar um rio de sangue no meio do debate para “defender” vossa base. Isso é um método stalinista, do mesmo tipo que sofreram vocês.

Aqui se discutem programas. Já é hora. Vamos nos pronunciar publicamente. E responderemos a vossa resolução.
Insistimos, vocês chamaram uma discussão aberta para colocar de pé um partido revolucionário e foi isso pelo qual participamos em vossas plenárias, como o deixamos claro em cada uma de nossas intervenções. Aqui ninguém se escondeu. Como já dissemos, enviamos a vocês uma proposta para discutir de direção para direção. Depois de 9 meses essa é sua resposta. Uma lástima, não fomos nós... Abortaram esse processo vocês mesmos.
Agora, todo militante que coloque uma ou alguma posição similar à nossa será chamado de “entrista”. Isso é brutal. Porque o entrismo se faz em partidos reformistas de massas. Como ambos o sabemos, vocês o fizeram no PT durante anos.

Se é nossa ida às massas o que preocupa vocês, fiquem tranquilos. O debate será público. As páginas do nosso periódico internacional estão abertas para que estejam à disposição dos operários da América Latina (sobretudo da Bolívia), dos operários de Zimbábue e da África do Sul, dos marxistas revolucionários do Pacífico, etc. Seitas? Aqui não. Se continuam por esse caminho voltarão a bater de frente contra a mesma pedra. Esperamos que recapacitem.
Queremos discutir a Teoria-Programa da Revolução Permanente que Moreno revisou erroneamente. Queremos debater sobre o programa da LIT de 1985 que vocês ainda hoje reivindicam.
Queremos discutir a refundação da IV Internacional, onde as correntes reformistas passaram durante anos fazendo entrismo para destrui-la. Isso é o que faremos. E não haverá nenhum aparato prepotente que o impeça.

Muito menos porque temos sido brutamente caluniados quando nos disseram (TODOS) confortáveis desde suas sedes em seus países que éramos terroristas, por combater com nosso grupo na revolução síria junto dos milhões que se insurrecionavam contra o cão Al Assad. Isso significou 15 heróis caídos em Aleppo e Homs caluniados pelo reformismo e o stalinismo.

Carlos Munzer, James Sakala e Abu Muhajer, pelo Secretariado de Coordenação Internacional da FLTI
Hugo Parreira, por Luta Pela Base de São Paulo, aderente da FLTI.

PS: Todos poderão ver na contracapa do Jornal do MPR Nº2, que afirmam que na plenária de 28 de junho de inauguração da sua sede em São Paulo “Também participaram Rafael Pardal de Transição Socialista e Hugo da FLTI”. Ali afirmam que o debate foi em um “tom fraternal e de camaradagem”. Vocês convidaram nossos camaradas do Brasi e agora os querem expulsar. Começaram um caminho sem retorno. É uma calúnia irresponsável e sem fundamento da direção do MPR, e o faz de forma descarada. Lamentável.

 


Contracapa do Jornal do MPR Nº2

 

 


Bolívia sublevada, pedem a renúncia do governo Rodrigo Paz

 


Junho de 2025, os marxistas revolucionários do Pacífico marcham sobre a embaixada dos EUA e da Rússia em Tóquio (Japão) contra a guerra em Ucrânia e o genocídio sionista em Gaza

 


Junho-agosto de 2012. Greve dos mineiros de Marikana (África do Sul)

 

 


Mártires da Brigada Leon Sedov
Na legenda: Honra aos revolucionários socialistas internacionalistas caídos em combate junto com as massas sírias e sua heroica resistência!